Martim Afonso de Sousa, o português que ajudou a estruturar o Brasil

Martim Afonso de Sousa, o português que ajudou a estruturar o Brasil


 
Martim Afonso de Sousa nasceu em Vila Viçosa, por volta do ano de 1500. Oriundo de família nobre, foi amigo de infância de D. João III. Na sua juventude, estudaria matemática, cosmografia e navegação.
Com a morte do Rei D. Manuel I, em 1521, é enviado para Castela com a missão de acompanhar Dona Leonor, viúva do falecido Rei, que retornava à sua terra natal.
Em terras espanholas, acompanha Carlos V nas lutas contra a França e casa-se com Dona Ana Pimentel, fidalga oriunda de uma família de grande prestígio. Em 1525 torna a Portugal, acompanhando a infanta espanhola Dona Catarina, irmã de Carlos V, que iria casar-se com Dom João III.
Em 1530, o rei Dom João III organiza uma expedição com o intuito de colonizar as terras brasileiras, entregando o comando da mesma a Martim Afonso de Sousa. 
No dia 3 de dezembro de 1530, partia de Lisboa a nau capitânia com Martim Afonso e o seu irmão Pero Lopes de Sousa, o galeão São Vicente, a caravela Rosa e a caravela Princesa, com uma tripulação conjunta de cerca de quatrocentas pessoas, na sua maioria navegadores, padres e soldados.
A missão principal de Martim Afonso de Sousa era instalar no Brasil a administração portuguesa, colocando os marcos indicativos de posse, doando as terras e definindo quem as administraria.
Já no Brasil, mais concretamente na costa pernambucana, combateria os franceses que contrabandeavam pau-brasil, tomando-lhes os navios, que seriam incorporados na esquadra portuguesa. 
Seguindo para o sul, chegaria ao Rio de Janeiro no dia 30 de abril de 1531. 
No dia 20 de janeiro de 1532, Martim Afonso de Sousa manda instalar o primeiro marco real da colonização na capitania de São Vicente, onde é construído um forte e, com a preciosa ajuda de João Ramalho, português casado com uma índia, fixa a primeira povoação permanente. Lá, iniciou a cultura da cana-de-açúcar e ordenou a instalação do engenho dos Erasmos, que ajudou na crescente prosperidade da região.
Aos poucos, Martim Afonso de Sousa ia cumprindo a importante missão para a qual fora destacado, instituindo o domínio português no Brasil. Em outubro de 1532, D. João III decide dividir o território em 14 capitanias hereditárias, doadas a 12 donatários. Martim Afonso de Sousa recebe São Vicente, posteriormente denominada Vila de São Paulo e seu irmão Pedro Lopes de Sousa é agraciado com Sant’Ana.
Retornando a Portugal em 1533, Martim Afonso de Sousa é, apenas quatro meses depois, nomeado Capitão-Mor do mar das Índias, sendo-lhe confiada uma armada de cinco naus, ficando assim encarregue de proteger as possessões portuguesas no Oriente.
Logo ao chegar, prestaria ajuda militar ao sultão de Cambaia, em troca da construção de uma fortaleza portuguesa em Diu. Derrotaria ainda o Marajá de Calecute e combateria os corsários que saqueavam as embarcações portuguesas na região.
Seria nomeado em 1542, por Dom João III, “governador das partes das Índias”, o equivalente ao mais comummente falado Vice-Rei da Índia, posto onde permaneceria até o ano de 1545.
Retornado a Portugal, Martim Afonso de Sousa tornar-se-ia Conselheiro de Estado, acabando por falecer em Lisboa, no ano de 1571, tendo sido enterrado no Convento de São Francisco da Cidade.

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