D. MIGUEL I " O TRADICIONALISTA "

D. MIGUEL I " O TRADICIONALISTA "



" Mais conhecido como 'Dom Miguel, o Absolutista'. Inimigo jurado da Coroa Inglesa, da Maçonaria, do liberalismo e da banca internacional.

Reinou sobre Portugal por oito anos (1826-1834), durante os quais procurou reverter o processo de corrosão nacional iniciado no século anterior, quando o país assinou o Tratado de Methuen (1703) e deixou-se infiltrar por lojas maçônicas teleguiadas da Grã-Bretanha. Tal qual o mosquito da dengue, elas disseminaram um ideário nocivo à tradição ibérica. Envenenamento de longo prazo...

Dom Miguel tentou descontaminar a nação e recolocá-la no rumo perdido 100 anos antes, quando Portugal abandonou as diretrizes fixadas pelo General Luís de Meneses, 3º Conde da Ericeira. Nesse sentido, é impressionante a semelhança entre as idéias do conselheiro do Conde, Duarte Ribeiro Macedo ('Discurso sobre a introdução das artes no Reino'), e as propostas do conselheiro de Dom Miguel, José da Gama e Castro ('O novo príncipe: o espírito dos governos monárquicos'). A obra deste último é considerada a 'Bíblia' do pensamento reacionário lusitano.

Infelizmente, como todos nós sabemos, D. Miguel foi destronado pelo seu irmão ao cabo de uma guerra civil, na qual o lado progressista recebeu apoio de Londres. Essa interferência selou a derrota dos ideais católicos e patrióticos da facção miguelista. Portugal deixou de ser uma monarquia tradicional para tornar-se uma monarquia parlamentar. Foi o término de uma disputa subterrânea travada nos bastidores da Corte desde o século XVIII.

O episódio nos transmite uma lição: nenhum país deve manter vínculos especiais com uma nação cuja essência seja muito diferente da sua. E tampouco deve dela depender, sob risco de sofrer influências que cedo ou tarde minarão as bases da sua identidade.

Alguns leitores me acusam de romancear a História de Portugal. Não é verdade. Admito que Lisboa já tomou decisões desacertadas. O maior erro da Coroa lusa foi abster-se de rever suas relações com a Inglaterra depois que ela mudou de essência – tornou-se protestante e, através do 'Resettlement of 1654', acolheu grupos financeiros apátridas que se encontravam homiziados na Holanda desde quando foram expulsos de Portugal e Espanha. O resto da história nós conhecemos. A Inglaterra tornou-se o coração bancário da Europa, com a fundação da Bolsa de Londres (1697), e berço da Maçonaria, fundada 20 anos depois (1717). Por 'coincidência', foi de que lá irradiaram sucessivas guerras híbridas contra as nações ibéricas.

Decerto vocês notaram que às vezes preciso usar linguagem cifrada, mas quem é católico raiz entende tudo. Acho que todo mundo aqui já tomou a red pill, né? O exemplo de Dom Miguel nos dá uma dimensão dos desafios que enfrentaremos  para restaurar a Terra de Santa Cruz.

Glória aos mártires da Tradição! "

Publicado pela página Guerra Cultural
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